O Instituto de Pesquisa Cananéia (Ipec) informou que 739 pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) foram encontrados mortos em praias do litoral sul de São Paulo na última semana. Os animais estavam em estado avançado de decomposição e, por isso, não passarão por necropsia, exame que poderia apontar a causa da morte.
Segundo o Ipec, os pinguins apareceram entre os dias 15 e 21 em Cananéia, Iguape e Ilha Comprida. As carcaças serão submetidas apenas a registro biométrico – coleta de medidas, sexo e peso – e depois enterradas, conforme determina a legislação.
Especialistas classificaram o episódio como encalhe em massa, fenômeno em que muitos animais chegam à costa em pouco tempo. Pesquisadores levantam hipóteses como falta de alimento, interação com redes de pesca e ingestão de lixo ou óleo. A maioria seria de filhotes, ainda em fase de adaptação às longas migrações que realizam da Patagônia argentina até o litoral brasileiro.
Embora seja comum que alguns pinguins não resistam à viagem, o número elevado em curto período chama atenção. “É uma quantidade expressiva. O ideal seria aprofundar as análises”, disse o biólogo William Rodriguez Schepis.