A Polícia Civil de Santa Catarina já cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências de adolescentes investigados pela morte do cão Orelha, na Praia Brava, além de analisar imagens de câmeras de segurança e colher depoimentos de testemunhas. Outros atos infracionais atribuídos aos jovens também estão sob apuração, como ofensas a funcionários de condomínio, furtos e depredação de patrimônio.
Ao programa Fantástico, da TV Globo, o advogado Rodrigo Duarte da Silva, que representa duas das famílias dos adolescentes suspeitos, afirmou esperar que os depoimentos sejam colhidos rapidamente para que a verdade venha à tona. Segundo ele, os jovens que não tiverem responsabilidade no caso devem ser publicamente inocentados, enquanto eventuais envolvidos devem ser responsabilizados de forma proporcional à sua conduta.
No sábado (31), a Polícia Civil informou que um dos adolescentes que teve a imagem divulgada como suspeito passou a ser tratado apenas como testemunha. A investigação é conduzida pela Delegacia de Proteção ao Animal e pelo Departamento de Investigação Criminal, com acompanhamento do Ministério Público de Santa Catarina. De acordo com a delegada Mardjoli Valcareggi, cerca de mil horas de imagens em vídeo estão sendo analisadas.
Maus-tratos a animais configuram crime no Brasil, com pena de dois a cinco anos de reclusão e multa. No entanto, como os investigados são menores de 18 anos, eles podem responder por atos infracionais, estando sujeitos a medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, como advertência, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade ou, em casos mais graves, internação por até três anos. Já adultos suspeitos de coação de testemunhas podem ser punidos com pena de um a quatro anos de reclusão, além de multa.