ABERTURA DO AGOSTO LILÁS: INFORMAÇÃO E ENCORAJAMENTO PARA DENUNCIAR A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Nossa cidade realizou a abertura do Agosto Lilás, na última quarta-feira (13). O Espaço Cidadania recebeu muitas pessoas que usam os serviços do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) Norte e participantes do programa municipal de combate ao desemprego Várzea Inclui. O encontro, voltado ao fortalecimento dos laços entre mulheres, escuta ativa e valorização do protagonismo feminino, abordou as formas de violência e como denunciá-las. O mês de agosto é uma referência nacional ao dia em que foi sancionada a Lei Maria da Penha (7 de agosto de 2006). A palestra da psicóloga Karolina Souza Cruz, muito experiente no atendimento a mulheres vítimas de violência, foi o destaque da ação.
Ela alertou que as violências podem aparecer de várias formas e começar de maneira sutil, com frases depreciativas e machistas, que, muitas vezes, como uma verdadeira violência psicológica, fragilizam a mulher, colocando-a em uma posição inferior, de baixa autoestima e submissa e favorecendo episódios de violência física. “São crenças e pensamentos preconceituosos e machistas introjetados nas mulheres, que podem passar a acreditar que as frases ditas pelos homens são reais”. A recorrência desse comportamento pode levar as mulheres a aumentarem as distorções cognitivas, levando a se compararem negativamente a outras e até mesmo se submeterem a uma relação abusiva pelo medo de ficarem sozinhas, incentivado pelo homem.
Como denunciar?
A mulher pode fazer a denúncia ligando para os números 180 (Disque Denúncia geral) ou 153, número da Guardiã Maria da Penha (parceria da Guarda Civil Municipal com o Ministério Público de São Paulo), ou instalar o aplicativo “Está Acontecendo”, disponível gratuitamente para Android, no qual a vítima encontrará três opções de alerta: “Preciso de Ajuda”, “Me sinto ameaçada” e “Estou sendo assediada”.
As possíveis formas de violência são:
Física: violência que envolve o uso da força física que pode, ou não, causar danos, ferimentos ou lesões.
Psicológica: abuso emocional que visa controlar, humilhar, ameaçar ou diminuir a autoestima e autonomia.
Moral: por meio de insultos, difamações, manipulações e exposições, o agressor busca controlar e dominar a vítima.
Sexual: agressão que envolve qualquer ato não consensual de natureza sexual contra a vítima.
Patrimonial: abuso que busca controlar e prejudicar sua independência financeira e material. Isso pode incluir retenção de recursos financeiros, destruição de bens pessoais, controle abusivo das finanças e impedimento de acesso aos recursos econômicos.
Veja outros detalhes em no site da Prefeitura.
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