Adeildo Nogueira prioriza elite jurídica e ignora servidores essenciais em novo projeto de lei

Enquanto professores, merendeiras, GCMs e demais servidores públicos de Campo Limpo Paulista seguem esquecidos e abandonados pela atual administração, o prefeito Adeildo Nogueira (PL) encaminha à Câmara Municipal um projeto que reforça a disparidade dentro do funcionalismo: a criação da Procuradoria Geral do Município, destinada a beneficiar exclusivamente a elite jurídica da prefeitura.

A proposta será votada em sessão extraordinária nesta quarta-feira (18), às 17h, convocada pelo presidente da Câmara, vereador Tonico (União Brasil). O projeto, que deveria representar uma modernização da administração pública, revela-se na prática um ato corporativista, que aprofunda ainda mais a desigualdade entre os servidores.

Profissionais que atuam na base dos serviços essenciais — como educadores, auxiliares de limpeza, cozinheiras escolares e guardas civis municipais — continuam sem qualquer perspectiva de valorização, enquanto o governo se movimenta para estruturar e beneficiar apenas a alta cúpula do funcionalismo.

Para agravar ainda mais o cenário, a Prefeitura insiste em divulgar que o Ministério Público teria aprovado a proposta, o que não é verdade. O MP pode ter sido comunicado sobre a iniciativa, mas isso não significa aval jurídico nem chancela institucional.

Além disso, cresce a insatisfação entre os servidores com a atuação do sindicato que deveria representá-los. Diante de uma medida que prejudica diretamente a maioria dos trabalhadores da prefeitura, qual tem sido a posição do Sindicato dos Servidores Públicos? Está ao lado dos funcionários ou do prefeito Adeildo Nogueira? O silêncio ou a omissão nesse momento crítico também fala alto.

A base do funcionalismo clama por respeito, reconhecimento e políticas justas. A dúvida que paira sobre a cidade agora é: os vereadores votarão com a população e os trabalhadores ou obedecerão cegamente às ordens do Executivo?

Campo Limpo Paulista vive um momento decisivo. Valorizar o servidor público é valorizar quem sustenta o funcionamento da cidade. Escolher beneficiar apenas uma classe é trair todos os outros.

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