Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, enfrenta um desafio fora dos gramados: dominar o português. Segundo seu professor, Roberto Piantino, o treinador evoluiu bastante desde que começou a estudar o idioma em julho de 2025, mas ainda sofre influência do italiano e do espanhol, línguas que já domina.
Entre as dificuldades superadas está a pronúncia de “posso”, que antes misturava com o espanhol “puedo”. Já os sons anasalados do português, especialmente palavras terminadas em “ão”, continuam sendo um desafio. Termos como “seleção”, “campeão” e “decisão” exigem mais atenção.
Ancelotti também costuma trocar palavras por equivalentes em espanhol, usando “equipo” em vez de “time”, “año” no lugar de “ano” e “olvidar” em vez de “esquecer”. No vocabulário do futebol, expressões como “gol encajado” aparecem com frequência quando fala de gols sofridos. Além disso, alguns plurais seguem a lógica do espanhol, resultando em formas como “goles” e “materiales”.
Apesar dessas dificuldades, Piantino avalia o treinador como um aluno dedicado, pontual e comprometido. Ele participava das aulas até aos sábados e raramente se atrasava.
Nos últimos meses, Ancelotti interrompeu as aulas formais para investir na imersão, acreditando que o contato diário com brasileiros e a permanência no Rio de Janeiro acelerariam seu aprendizado.
As aulas não se limitavam ao idioma. Professor e treinador também conversavam sobre futebol, com Piantino dando opiniões sobre jogadores e a Seleção. Embora não confirme qualquer influência nas convocações, o professor afirma que Ancelotti sempre ouviu os comentários com naturalidade e bom humor.
Mesmo sem dominar totalmente o português, o técnico já assimilou uma característica tipicamente brasileira: todos têm uma opinião sobre a Seleção — inclusive o professor de português.