Além de CV e PCC como terroristas, aliados de Flávio pediram a Trump volta de Magnitsky a Moraes

Aliados de Flávio Bolsonaro, o empresário Paulo Figueiredo e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmaram ter pedido ao governo dos EUA novas sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, que prevê punições financeiras e restrições de entrada nos Estados Unidos. Segundo Figueiredo, o pedido foi feito apenas por ele e Eduardo, sem participação direta de Flávio.

A declaração ocorreu após o governo de Donald Trump classificar as facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Figueiredo avaliou a decisão como uma vitória política para o bolsonarismo e afirmou que ela colocou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva em situação delicada.

O governo brasileiro criticou a medida. O assessor internacional da Presidência, Celso Amorim, declarou que o crime organizado deve ser combatido, mas rejeitou qualquer justificativa para intervenção estrangeira no Brasil. Ele defendeu cooperação internacional em temas como lavagem de dinheiro e tráfico de armas, mas considerou “inaceitável” o uso do tema como pretexto para interferência externa.

Figueiredo também afirmou que continuará defendendo a retomada das sanções contra Moraes, pauta que, segundo ele, é compartilhada com Eduardo Bolsonaro. Em março, durante a CPAC nos EUA, Eduardo já havia mencionado a possibilidade de restabelecer as restrições contra Moraes e sua esposa, que chegaram a vigorar no ano passado, mas foram revertidas em dezembro.

Nesta semana, Flávio, Eduardo e Figueiredo participaram de reuniões em Washington, incluindo encontros na Casa Branca com Trump e reuniões com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, além de outros integrantes da diplomacia americana.

 
Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Email