Ancelotti inicia ano com a meta de definir os últimos convocados

A menos de seis meses da Copa do Mundo, Carlo Ancelotti ainda trabalha para definir a seleção brasileira que disputará o torneio na América do Norte. Diferentemente do ciclo anterior, sob Tite, o grupo de 26 jogadores e até mesmo o time titular seguem em aberto, refletindo um cenário de transição entre nomes consolidados e atletas que buscam espaço.

Desde que assumiu a equipe, em maio de 2025, Ancelotti comandou o Brasil em oito partidas — quatro pelas Eliminatórias e quatro amistosos —, convocando 48 jogadores. Desses, 42 foram utilizados. Bruno Guimarães foi o único presente em todos os jogos, enquanto Casemiro e Estêvão atuaram em sete. O treinador afirma já ter cerca de 18 nomes praticamente garantidos, restando disputa por oito vagas. Segundo ele, a convocação dos amistosos de março deve ser muito próxima da lista final da Copa.

Até agora, Ancelotti não repetiu escalações e obteve aproveitamento de 58,3%, com quatro vitórias, dois empates e duas derrotas, além de 14 gols marcados e cinco sofridos. O técnico destaca o curto tempo de trabalho, o calendário apertado e o risco elevado de lesões, mas avalia que o ambiente da equipe é positivo.

A comparação com Tite evidencia a diferença de contexto. Em 2022, a seleção tinha base consolidada, hierarquia definida e poucas dúvidas. Agora, Ancelotti adota um modelo mais flexível, priorizando o momento físico e técnico dos atletas.

Nesse cenário, Neymar é o principal ponto de debate. Sem ainda ter atuado sob o comando do italiano e em recuperação de cirurgia no joelho esquerdo, o camisa 10 só será considerado se estiver em plena condição física. O setor ofensivo é um dos mais concorridos, com nomes como Vinicius Junior, Rodrygo, Estêvão, Raphinha, Martinelli e Matheus Cunha bem avaliados.

Antes da Copa, o Brasil fará dois amistosos decisivos na preparação, contra França e Croácia, nos dias 26 e 31 de março.

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