A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou em 2026 o número de medicamentos injetáveis disponíveis no Brasil para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Ao todo, 14 novas canetas foram aprovadas neste ano, entre versões de semaglutida, liraglutida e tirzepatida.
A maior expansão ocorreu após o fim da patente da semaglutida, princípio ativo conhecido pelas marcas Ozempic e Wegovy. Desde março, outras empresas passaram a registrar medicamentos com a substância no país.
Entre as novidades estão dez opções de semaglutida, incluindo Ozivy, Semavy, Owozy, Zempneo, Seemasun, Orsema, Semaclique e Yluméc, além de versões genéricas produzidas pela EMS e pela Germed.
A variedade, porém, não significa que os medicamentos possam ser trocados livremente ou que a escolha deva considerar apenas o preço. Especialistas destacam que fatores como diagnóstico, doenças associadas, objetivo de perda de peso, efeitos colaterais e possibilidade de manter o tratamento por longo período precisam ser avaliados.
Os medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 podem provocar efeitos como náusea, dor abdominal, refluxo, constipação e alterações intestinais. A frequência das aplicações também varia: semaglutida e tirzepatida são geralmente utilizadas uma vez por semana, enquanto a liraglutida costuma exigir aplicação diária.
A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, continua protegida por patente no Brasil e, por enquanto, o medicamento da Eli Lilly é a única opção aprovada com essa substância. Em março, a Anvisa também autorizou uma versão multidose do produto.
A chegada de novos fabricantes pode aumentar a concorrência e ampliar o acesso, mas os especialistas reforçam que o tratamento deve ser definido individualmente e acompanhado por profissional de saúde.
Os preços das novas opções ainda variam e alguns produtos dependem de etapas regulatórias antes de chegar às farmácias.