A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro do Aquipta (atogepanto), novo medicamento oral desenvolvido pela farmacêutica AbbVie para a prevenção da enxaqueca em adultos.
O remédio é indicado para pessoas que apresentam pelo menos quatro episódios de enxaqueca por mês e que não obtiveram resposta suficiente com os tratamentos disponíveis. O atogepanto atua bloqueando uma substância relacionada à transmissão da dor, ajudando a reduzir a frequência das crises.
A aprovação foi publicada nesta terça-feira (8) no Diário Oficial da União. Apesar do registro, o medicamento ainda não tem previsão de chegada às farmácias brasileiras. O preço também não foi definido e dependerá de avaliação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
A decisão da Anvisa considerou resultados de estudos clínicos de fase 3 que avaliaram a eficácia e a segurança do tratamento em pacientes com enxaqueca episódica e crônica.
Em um dos estudos, com 910 participantes, o uso diário de 60 mg do medicamento reduziu, em média, 4,1 dias de enxaqueca por mês, enquanto o grupo que recebeu placebo teve redução de 2,5 dias. Cerca de 59% dos pacientes tratados apresentaram queda de pelo menos 50% na frequência das crises.
Outro estudo, realizado com 778 adultos com enxaqueca crônica, apontou redução média de 6,9 dias de crises por mês entre os pacientes que receberam o medicamento, contra 5,1 dias no grupo placebo.
Os principais efeitos adversos observados foram considerados leves a moderados, com destaque para náusea, constipação e fadiga.
A enxaqueca é uma doença neurológica que provoca crises recorrentes de dor de cabeça, geralmente de intensidade moderada a forte, podendo causar também náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e aos sons. A condição afeta cerca de 15% da população mundial e pode comprometer atividades profissionais, sociais e a qualidade de vida.