A Anvisa aprovou o primeiro medicamento genérico de semaglutida do Brasil, fabricado pela EMS, empresa responsável pelo Ozivy. A decisão foi tomada em 13 de agosto e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (17).
O novo registro contempla quatro apresentações, todas com solução de 1,34 mg/mL, em canetas de 1,5 mL ou 3 mL. Por ser um genérico, o produto não terá nome comercial e deverá trazer na embalagem o nome do princípio ativo.
A semaglutida é um análogo do GLP-1, hormônio envolvido no controle da glicose e da saciedade. A substância está presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy. Já a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, atua sobre os hormônios GLP-1 e GIP.
O Ozivy foi o primeiro medicamento à base de semaglutida aprovado pela Anvisa após o fim da patente da substância no Brasil, em março. Em julho, o produto foi incluído na Lista de Medicamentos de Referência da agência, tornando-se parâmetro para novos genéricos e similares.
Apesar da aprovação, o novo genérico ainda não está à venda. Antes de chegar às farmácias, precisa passar por outras etapas, incluindo a definição do preço pela CMED.
Pela legislação, medicamentos genéricos devem ter preço, no mínimo, 35% menor que o do produto de referência. Com base nos valores anunciados para o Ozivy, entre R$ 452 e R$ 498 por caneta, o novo medicamento poderia ficar na faixa de R$ 293 a R$ 323. O preço final, porém, ainda não foi definido.
A Anvisa também registrou o Semaclique, da Germed, como medicamento similar à base de semaglutida. Diferentemente do genérico, o similar possui marca comercial e sua intercambialidade depende de requisitos específicos.
A chegada de novos produtos aumenta a concorrência no mercado, mas não significa que medicamentos de semaglutida possam ser substituídos livremente. A troca depende da categoria regulatória e das condições aprovadas pela Anvisa.