A Câmara dos Deputados da Argentina iniciou nesta quinta-feira (19) a discussão da reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. Diante da previsão de protestos, o Ministério da Segurança orientou a imprensa a adotar medidas específicas e permanecer em áreas delimitadas próximas ao Congresso, alertando para possível atuação das forças de segurança em caso de violência.
O texto, já aprovado pelo Senado da Argentina, é apontado como uma das mudanças mais amplas na legislação trabalhista argentina em décadas. A proposta flexibiliza contratos, amplia o período de experiência, altera regras de férias e jornada, facilita demissões, impõe limites a greves em serviços essenciais e modifica indenizações. Também cria mecanismos para regularizar vínculos informais e estabelece regras para trabalhadores de plataformas digitais e teletrabalho.
A Confederação Geral do Trabalho iniciou uma greve geral à meia-noite desta quinta (19). Além da paralisação, são esperadas novas manifestações na capital. O governo trabalha para aprovar o projeto até o início de março.