A denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) aponta que a advogada e influenciadora Deolane Bezerra teria ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio de movimentações financeiras, contatos e relações com familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. As informações fazem parte das provas reunidas na Operação Vértix, que incluem diálogos encontrados em celulares apreendidos, áudios apresentados à Justiça e transferências bancárias monitoradas por órgãos de controle.
Segundo os promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), as evidências indicariam que Deolane integraria o núcleo financeiro da organização criminosa. A denúncia por organização criminosa e lavagem de dinheiro foi apresentada à Justiça contra ela e outros seis investigados, incluindo Marcola, seu irmão e dois sobrinhos.
A defesa de Deolane negou as acusações, afirmando que ela não integra qualquer organização criminosa nem praticou crimes, e declarou que apresentará sua defesa durante o processo. Os advogados informaram ainda que, até o momento da nota, não haviam tido acesso ao conteúdo completo da denúncia.
Já a defesa de Marcola, de seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho e dos sobrinhos também contestou as acusações, alegando que a narrativa do MP é frágil. O advogado destacou que Marcola e seu irmão estão presos sob rígidas restrições de comunicação, o que, segundo ele, impossibilitaria a participação nos fatos investigados.
Entre os principais elementos citados pela acusação estão transferências de dinheiro originadas da Transportadora Lado a Lado, empresa que, de acordo com a denúncia, já foi reconhecida judicialmente como instrumento de lavagem de dinheiro do PCC. A investigação sustenta que a empresa teria como sócios ocultos Marcola e seu irmão, e que recursos provenientes dela teriam sido movimentados em operações relacionadas aos investigados.