O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (27), após duas semanas internado em Brasília, e seguirá para cumprir prisão domiciliar em sua residência no Jardim Botânico.
A transferência foi autorizada na terça-feira (24) pelo ministro do Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu prisão domiciliar humanitária por 90 dias. Durante esse período, Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica e está proibido de utilizar redes sociais ou gravar conteúdos.
Internado desde 13 de março, o ex-presidente tratava uma broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões. Segundo boletim médico, ele apresentou boa evolução clínica, sem sinais de infecção aguda, e agora entra na fase de recuperação, que pode durar de três a seis meses.
Condenado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro já havia sido preso anteriormente após descumprir medidas judiciais, incluindo a tentativa de romper a tornozeleira eletrônica. Ele chegou a ser transferido para a Papuda antes da nova decisão judicial.
Durante a prisão domiciliar, as visitas seguem regras restritas: familiares diretos têm acesso em dias e horários definidos, advogados podem visitá-lo diariamente mediante agendamento, e médicos têm acesso livre. Outras visitas estão suspensas por questões de saúde, para evitar riscos de infecção.
Após os 90 dias, a Justiça deverá reavaliar a necessidade de manutenção da prisão domiciliar, podendo inclusive solicitar nova perícia médica.