O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encerrou no último domingo (25) as buscas pelos corpos das duas vítimas do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, que ainda não haviam sido localizadas.
De acordo com a corporação, todo o volume estimado de 11 milhões de metros cúbicos de rejeitos provenientes da barragem da Vale foi integralmente vistoriado ao longo da operação. A partir de agora, os sedimentos recolhidos seguem sob análise da Polícia Civil.
Em balanço divulgado após o encerramento das atividades, o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Henrique Barcellos, destacou o compromisso assumido desde o início dos trabalhos. “Fica o sentimento de dever cumprido, de termos honrado o compromisso firmado lá no início. Renovamos também nosso agradecimento aos familiares das vítimas, prestando nossa homenagem. A Operação Brumadinho materializou o nosso propósito de salvar e valorizar vidas”, afirmou.
As duas vítimas ainda não identificadas são Tiago Tadeu Mendes da Silva e Nathália de Oliveira Araújo Porto, ambos funcionários da mineradora Vale.
A última vítima identificada foi Maria de Lurdes da Costa Bueno, que tinha 59 anos na época do desastre. Parte de seu corpo foi encontrada em fevereiro do ano passado. Natural de São Paulo, ela estava hospedada na pousada Nova Estância, que foi destruída pela lama no dia 25 de janeiro de 2019. Maria de Lurdes foi a 268ª vítima identificada e a primeira desde dezembro de 2022.
O governo de Minas Gerais considera oficialmente 270 vítimas do rompimento da barragem, incluindo duas gestantes.
Em nota, a Avabrum, associação que representa os familiares das vítimas, informou que foi comunicada sobre o fim da vistoria nos rejeitos e ressaltou que as análises e perícias dos materiais encontrados continuam em andamento. A entidade destacou ainda que os familiares das vítimas não localizadas ou não identificadas estão cientes dos procedimentos adotados.