Brasil encerra ciclo trágico desta Copa do Mundo com 56% de aproveitamento

A derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste sábado (4), pelas oitavas de final da Copa do Mundo, marcou o fim de um ciclo conturbado da Seleção Brasileira. Desde a eliminação para a Croácia no Mundial do Catar, em 2022, o Brasil foi comandado por quatro treinadores, disputou 42 partidas, com 20 vitórias, 11 empates e 11 derrotas, alcançando apenas 56,3% de aproveitamento.

A queda nas oitavas iguala a pior campanha da seleção desde 1990, quando foi eliminada pela Argentina na Copa da Itália. Desde então, o Brasil sempre havia alcançado ao menos as quartas de final, conquistando os títulos de 1994 e 2002, além do vice em 1998 e do quarto lugar em 2014.

Após a saída de Tite, Ramon Menezes assumiu interinamente, seguido por Fernando Diniz, que iniciou bem as Eliminatórias, mas acumulou resultados negativos, incluindo derrotas para Uruguai, Colômbia e Argentina, sendo demitido em janeiro de 2024.

Dorival Júnior assumiu na sequência, estreando com vitória sobre a Inglaterra e empate diante da Espanha. No entanto, a eliminação nas quartas da Copa América e a goleada sofrida por 4 a 1 para a Argentina nas Eliminatórias culminaram em sua saída, em março de 2025.

A chegada de Carlo Ancelotti foi oficializada em maio de 2025, em meio a mais uma crise política na CBF, com o afastamento de Ednaldo Rodrigues e a eleição de Samir Xaud para a presidência da entidade.

Sob o comando do treinador italiano, o Brasil garantiu vaga na Copa do Mundo, mas também sofreu derrotas para Bolívia, Japão e França antes da eliminação diante da Noruega.

Na campanha do Mundial, a seleção empatou com Marrocos, venceu Haiti e Escócia na fase de grupos e superou o Japão nas oitavas em uma virada emocionante, antes de ser eliminada pelos noruegueses. Apesar do revés, Ancelotti segue prestigiado e tem contrato com a CBF até 2030 para liderar o próximo ciclo da equipe.

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