O Brasil registrou a maior queda de matrículas na educação básica em quase duas décadas. De acordo com o Censo Escolar 2025, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) e elaborado pelo Inep, o país perdeu cerca de 1 milhão de alunos entre 2024 e 2025. O total passou de 47.088.922 para 46.018.380 matrículas, uma redução de 2,3%, distribuídas em 178 mil escolas públicas e privadas.
A retração mais intensa ocorreu no ensino médio, com queda de 5,4% nas matrículas — 6,3% apenas na rede pública. As redes estaduais, responsáveis por 80% dos estudantes dessa etapa, perderam 428 mil alunos. A rede privada, por outro lado, teve leve alta de 0,6%. No total, o ensino médio soma 7.370.879 matrículas, ante 7.790.396 no ano anterior.
Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, a redução está associada à queda da repetência e à transição demográfica, com menos nascimentos nos últimos anos. O ensino fundamental manteve tendência de leve retração (-0,75%), passando de 26 milhões para 25,8 milhões de alunos.
Na educação infantil, houve a primeira queda desde 2021. O total caiu de 9,5 milhões para 9,3 milhões de estudantes. A pré-escola recuou 3,2% na rede pública, enquanto as creches públicas registraram leve crescimento.
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) também diminuiu 5,8%, chegando a 2,4 milhões de matrículas. Em contrapartida, a educação profissional no ensino médio cresceu 24%, alcançando 3,19 milhões de alunos.
O número de professores subiu para 2,40 milhões. Já a educação especial avançou 18,4%, atingindo 2,4 milhões de estudantes. A educação indígena apresentou leve queda, passando de 294 mil para 288 mil matrículas.