Café fica mais barato, mas preço ainda está acima do nível anterior à disparada

O preço do café moído apresentou uma forte redução no Brasil ao longo do último ano, mas ainda não voltou aos valores registrados antes da grande alta observada entre 2024 e 2025. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o produto acumulou queda de 17,2% nos 12 meses encerrados em julho de 2026.

De acordo com o IBGE, trata-se da maior redução acumulada no preço do café desde o início do Plano Real, em 1994. O movimento representa uma mudança significativa após um período de forte encarecimento do produto.

Antes da atual queda, o café havia registrado uma alta acumulada de 82,24% nos 12 meses até maio de 2025. Naquele período, problemas climáticos afetaram a produção e reduziram a oferta, contribuindo para a elevação dos preços.

Agora, a recuperação das condições das lavouras e a expectativa de uma safra maior ajudam a aliviar a pressão sobre o consumidor. A projeção mais recente do IBGE indica que o Brasil deverá produzir aproximadamente 4 milhões de toneladas de café em 2026, entre as variedades arábica e canéfora. O volume representa aumento de 14,7% em relação a 2025.

Apesar da queda, o IBGE alerta que a redução dos preços ocorre de maneira gradual. O cenário para os próximos meses também pode sofrer influência do clima, especialmente diante da possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño, que pode modificar o regime de chuvas e afetar a produção agrícola.

A queda foi registrada em todas as 16 capitais e regiões metropolitanas consideradas na pesquisa do IPCA. As maiores reduções em 12 meses até julho ocorreram em Belo Horizonte (-23,51%), Rio de Janeiro (-21,33%), Curitiba (-20,49%) e São Paulo (-18,38%).

Na capital paulista, levantamento do Procon-SP apontou que o pacote de 500 gramas custava, em média, R$ 25,51 em junho. O valor representa uma redução de 17,55% em relação aos R$ 30,94 registrados no mesmo período de 2025.

Mesmo com a queda, o café ainda estava acima dos níveis anteriores à disparada: em janeiro de 2025, o pacote custava, em média, R$ 22,65 em São Paulo.

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