O calor registrado nos últimos dias em São Paulo pode influenciar diretamente o desempenho dos atletas na 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, que será disputada nesta quarta-feira (31). Diante das altas temperaturas, a hidratação aparece como fator decisivo para garantir rendimento e segurança ao longo dos 15 quilômetros do percurso.
Melhor brasileiro nas duas últimas edições, Jonathas Cruz ressaltou a importância de repor líquidos, eletrólitos e sais minerais, especialmente em períodos de calor intenso. Segundo o atleta, a estratégia na semana da prova é intensificar a hidratação, com consumo frequente de água, isotônicos e água de coco. Cruz destacou que, nesta fase, mais do que ganhar desempenho, o objetivo é evitar perdas físicas que comprometam a corrida. Quarto colocado em 2024 e sexto em 2023, ele afirmou que a experiência recente traz confiança, embora a pressão por bons resultados seja inevitável.
Na última semana, a capital paulista registrou máximas de até 38ºC, acima da média histórica. Para o dia da prova, a previsão indica temperatura em torno de 28ºC no horário da largada, com pico de até 32ºC ao longo do dia. A elite feminina larga às 7h40 e a masculina às 8h05.
O calor também preocupa atletas estrangeiros. O queniano Wilson Maina, um dos principais nomes da elite e vencedor recente da Volta Internacional da Pampulha, afirmou estar preparado por treinar em regiões quentes do país. Sétimo colocado na edição passada, ele pretende repetir a estratégia de largar forte desde os primeiros quilômetros.
Com mais de 55 mil inscritos, a prova contará majoritariamente com corredores amadores, o que exige cuidados redobrados. A especialista em fisiologia do exercício Nathália Arnosti destacou que a hidratação é essencial para prevenir desidratação, manter a função cardiovascular, controlar a temperatura corporal e sustentar o ritmo durante a corrida. Ao longo do percurso, haverá seis postos de hidratação, além de pontos extras destinados aos atletas da elite.