Câmara de Campo Limpo Paulista enterra investigação sobre calamidade financeira

Base aliada do prefeito Adeildo Nogueira rejeita prorrogação de CEI, levantando questionamentos sobre transparência na gestão.

Em uma votação apertada, a Câmara Municipal de Campo Limpo Paulista rejeitou a prorrogação do prazo da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga a decretação de estado de calamidade financeira no município. Os vereadores da base de sustentação do prefeito Adeildo Nogueira (PL) votaram contra a continuidade dos trabalhos da CEI, criada para apurar possíveis irregularidades na medida adotada em janeiro deste ano.

Votaram contra a prorrogação os vereadores Dr. Gilberto (PRD), Edão (PL), Fernando do Escolar (PSD), João Pintor (PSD), Kesley Foresto (PL), Paulo Preza (Podemos) e Tufão (Podemos). A proposta de estender o prazo da CEI foi apresentada pelos vereadores Junior Itiban (PT), Kesley Foresto (PL) e Leandro Bizetto (PSDB).

A decisão da maioria gerou críticas da oposição, que argumenta que a rejeição da prorrogação impede uma investigação mais aprofundada sobre a real necessidade e legalidade da decretação da calamidade financeira pelo prefeito. A oposição questiona a alegação de transparência da gestão municipal, levantando dúvidas sobre o motivo da resistência da base governista em estender o prazo da CEI.

A medida também levanta preocupações sobre a confiança da população na gestão municipal e na autonomia do Poder Legislativo local. Setores da sociedade civil de Campo Limpo Paulista têm cobrado maior transparência e responsabilidade por parte de seus representantes eleitos em relação à gestão das finanças públicas.

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