Em uma sessão noturna com plenário lotado, a Câmara Municipal de Jundiaí aprovou por 16 votos o Projeto de Lei nº 14640/2025, que implementa a escuta especializada para crianças vítimas ou testemunhas de violência. A proposta, de autoria do vereador Henrique Parra, do mandato coletivo Cardume (PSOL), altera a lei nº 8389/2025, que institui a Política Municipal para Infância e Adolescência e o Plano Municipal para Infância e Adolescência (PMIA).
A mudança no horário da sessão para as 16h atraiu um público significativo, com o plenário ficando ainda mais cheio ao cair da noite. O presidente da Câmara, Edicarlos Vieira (União), expressou sua satisfação com a presença dos munícipes. O vereador Romildo Antônio (PSDB) também comemorou a participação popular, alfinetando colegas que criticaram o novo horário.
A delegada Ingrid Carneiro, da Delegacia de Defesa da Mulher de Jundiaí, defendeu a aprovação da lei, ressaltando a importância da escuta especializada, um procedimento diferenciado da oitiva de adultos, conforme previsto na legislação federal. O vereador Henrique Parra enfatizou que Jundiaí possui servidores capacitados para realizar a escuta especializada, atendendo a uma demanda da sociedade, e criticou a gestão anterior por negligenciar investimentos nessa área.
Outro projeto relevante aprovado na sessão foi o de nº 14662/2025, de autoria da vereadora Mariana Janeiro (PT), que cria a campanha “Margarida Alves” para combater a violência contra mulheres na política. A parlamentar compartilhou sua experiência pessoal de violência política durante sua candidatura em 2018, destacando a importância da conscientização e proteção para todas as mulheres que atuam na política. As vereadoras Quézia de Lucca (PL) e Carla Basílio (PSD) também manifestaram seu apoio à iniciativa, ressaltando os desafios enfrentados pelas mulheres no cenário político. Quézia de Lucca chegou a aplaudir Mariana Janeiro de pé, evidenciando a relevância da proposta em um ambiente político que historicamente teve pouca representatividade feminina.