Canabidiol mostra potencial para reverter danos do Alzheimer em estudo experimental

Um estudo experimental publicado na revista científica Molecular Psychiatry aponta que o canabidiol (CBD), substância não psicoativa derivada da maconha, pode ajudar a reverter parte dos danos causados pelo Alzheimer — ao menos em modelos animais.

A pesquisa foi realizada com camundongos geneticamente modificados para desenvolver a doença. Nos testes, o CBD demonstrou reduzir a inflamação cerebral, diminuir o acúmulo de proteínas tóxicas e preservar a estrutura dos neurônios, três fatores diretamente ligados à progressão do Alzheimer.

Os cientistas também investigaram o mecanismo de ação do composto. Eles identificaram que o CBD interage com a proteína FRS2, ativando o receptor TrkB, responsável pela sobrevivência e crescimento neuronal. Esse processo ocorre mesmo sem a presença do BDNF, proteína que normalmente exerce essa função e que costuma estar reduzida em pacientes com Alzheimer.

Especialistas destacam a relevância do estudo por ir além da observação de melhora clínica nos animais, ao identificar possíveis vias biológicas envolvidas. No entanto, reforçam que os resultados ainda são preliminares.

Por se tratar de pesquisa em animais, os efeitos não podem ser automaticamente aplicados a humanos. Novas etapas são necessárias, incluindo validação em outros modelos e estudos clínicos, antes que o CBD possa ser considerado uma opção terapêutica segura e eficaz contra o Alzheimer.

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