Fatores de Risco
Diversos fatores estão relacionados ao desenvolvimento do câncer colorretal. Entre os principais, destacam-se a idade acima de 50 anos, excesso de peso, alimentação pobre em fibras, frutas e vegetais, consumo frequente de carnes processadas (salsicha, presunto, bacon, linguiça) e carne vermelha em excesso (mais de 500g por semana), além do tabagismo e do consumo excessivo de bebidas alcoólicas. “Também entram na lista de risco histórico familiar da doença, doenças inflamatórias intestinais, além de síndromes hereditárias”, afirma o médico.
A identificação precoce é fundamental para o sucesso no tratamento. Os sintomas mais comuns do câncer colorretal incluem a presença de sangue nas fezes, mudanças no hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados), dor abdominal persistente, fraqueza, anemia sem causa aparente, perda de peso e fezes finas ou em formato incomum. Em estágios mais avançados, pode-se perceber até massas no abdômen.
O diagnóstico é realizado por meio de exames clínicos, laboratoriais, colonoscopia ou retossigmoidoscopia, sendo necessária biópsia para confirmação da doença. A investigação também pode ser feita mesmo na ausência de sintomas, especialmente em pessoas com fatores de risco.
O tratamento do câncer colorretal envolve, na maioria das vezes, cirurgia para remoção da parte afetada do intestino e dos gânglios linfáticos. Dependendo da localização e estágio do tumor, pode ser necessária a complementação com quimioterapia e/ou radioterapia. Em casos avançados, com metástase, o tratamento busca controlar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida.
“A prevenção é baseada, principalmente, na adoção de hábitos saudáveis. Manter uma dieta rica em frutas, verduras e fibras, praticar atividade física regularmente, evitar o tabaco, reduzir o consumo de álcool e de alimentos processados são atitudes que diminuem significativamente o risco de desenvolver a doença. Cuidar do intestino é cuidar da saúde como um todo. Com informação, atenção aos sinais do corpo e exames regulares, é possível detectar e tratar precocemente o câncer colorretal, aumentando as chances de cura e melhorando a qualidade de vida”, orienta Dr. Arthur.