As investigações sobre o assassinato de Vitória Regina de Sousa, de 17 anos, reforçam as suspeitas contra Maicol Sales dos Santos, único preso até o momento. O laudo pericial do celular do suspeito revela que ele monitorava a jovem desde 2024 e demonstrava comportamento obsessivo. Vitória desapareceu em 27 de fevereiro e foi encontrada morta em 5 de março, a 5 km de sua casa, em Cajamar (SP).
Neste domingo (16), o Fantástico divulgou trechos do relatório da perícia, que indica premeditação no crime. Segundo a investigação, Maicol visualizou um post de Vitória às 0h06 do dia do desaparecimento, em que ela estava em um ponto de ônibus. A perícia encontrou no celular dele diversas imagens da vítima e de mulheres com características semelhantes, arquivadas desde setembro. Também foram descobertas fotos de facas e de um revólver, levantando a hipótese de que ele pode ter usado uma dessas armas para intimidar a vítima.
Outro elemento que pesa contra Maicol é seu Toyota Corolla, identificado na cena do crime, onde foram encontrados vestígios de sangue no porta-malas, enviados para exame de DNA. Testemunhas também relataram barulhos suspeitos na casa do suspeito na noite do crime. Além disso, Maicol sabia que o carro do pai de Vitória estava quebrado, o que dificultaria seu retorno para casa.
As contradições no depoimento de Maicol fortaleceram as suspeitas. Ele alegou que estava com a esposa na noite do crime, mas ela afirmou ter dormido na casa da mãe. Diante das novas provas, a polícia reavalia se Gustavo Vinícius, ex-namorado de Vitória, e Daniel Lucas Pereira, morador da região, seguem como suspeitos. Ambos negam envolvimento. A investigação aguarda os laudos finais para definir a autoria do crime.