O crescimento acelerado dos casos de sarampo nas Américas levou a Opas a emitir um alerta epidemiológico aos países do continente. Segundo a organização, o número de registros aumentou 32 vezes entre 2024 e 2025, saltando de 466 para 14.891 casos confirmados, com 29 mortes. Desse total de óbitos, 22 ocorreram entre populações indígenas. No início de 2026, já foram contabilizados mais de 1.031 novos casos.
De acordo com a Opas, os dados recentes indicam a necessidade de uma resposta imediata, coordenada e eficaz dos Estados, com reforço da vigilância epidemiológica, da vacinação de rotina e da adoção de campanhas complementares para ampliar a cobertura vacinal. O ano de 2025 registrou o maior número de casos desde 2019, quando o continente enfrentou o pior cenário da doença em mais de duas décadas.
O avanço do sarampo é atribuído principalmente à queda nos índices de imunização, fenômeno observado em diversos países e intensificado a partir da pandemia de Covid-19. As comunidades com baixa adesão às vacinas concentram a maior parte dos casos, e a faixa etária mais afetada é a de 10 a 19 anos, responsável por cerca de 24% das infecções.
No Brasil, foram confirmados 38 casos distribuídos por seis estados e pelo Distrito Federal, sendo dez infecções contraídas fora do país. México, Canadá e Estados Unidos concentram os maiores números absolutos, com surtos considerados epidêmicos em algumas regiões, reforçando a preocupação das autoridades de saúde com a reintrodução da doença em áreas onde ela já havia sido considerada eliminada.