O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes afirmou que vai decidir até maio se aceitará o convite do presidente do PSDB, Aécio Neves, para disputar novamente a Presidência da República. A declaração foi feita neste sábado (25), durante evento do partido em São Paulo.
Em conversa com jornalistas antes de subir ao palco, Ciro adotou um tom crítico ao cenário político nacional e demonstrou resistência à possibilidade de uma nova candidatura. Segundo ele, apesar do desejo passado de chegar à Presidência, a experiência recente o deixou desmotivado. O ex-ministro relembrou a eleição de 2022, quando ficou em quarto lugar com cerca de 3% dos votos válidos, e classificou o ambiente político como hostil.
Nos últimos meses, Ciro vinha articulando uma possível candidatura ao Governo do Ceará, estado que já administrou entre 1991 e 1994. Ele argumenta que a situação local exige atenção, citando problemas relacionados à segurança pública. Ainda assim, afirmou que o convite do PSDB o obriga a avaliar a disputa nacional “por respeito ao partido”.
O evento tucano reuniu pré-candidatos ao Legislativo e contou com palestras voltadas ao uso de redes sociais e às regras eleitorais. O presidente estadual da sigla, Paulo Serra, indicou que o partido pretende lançar cerca de 195 candidatos para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa de São Paulo.
Durante seu discurso, Ciro também criticou medidas do governo federal, mencionando o uso do FGTS para pagamento de dívidas e apontando o alto nível de endividamento das famílias brasileiras. Ele defendeu mudanças estruturais no país e afirmou que pretende contribuir com esse processo, independentemente da decisão final sobre a candidatura.
Pesquisa Datafolha divulgada em março aponta Ciro na liderança na corrida pelo Governo do Ceará, com 47% das intenções de voto, à frente do atual governador, Elmano de Freitas, que aparece com 32%.