Uma vez por semana, Célia Regina dos Santos, 63 anos, aguarda ansiosamente a equipe do programa Melhor em Casa chegar. É nesse momento que ela recebe o atendimento domiciliar necessário para o acompanhamento da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença neurodegenerativa que afeta seus movimentos e exige cuidados contínuos.
Célia é uma das 130 pessoas que hoje recebem o suporte do programa, que é uma iniciativa do Ministério da Saúde e voltado a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que precisam de cuidados contínuos, mas que podem contar com um atendimento mais seguro e confortável em domicílio, evitando internações desnecessárias. Ela recebe os serviços há cerca de um ano, quando, após uma hospitalização, teve o diagnóstico da doença, que é progressiva e irreversível.
Hoje, depende de aparelhos que são disponibilizados pela Prefeitura de Jundiaí em sua residência, como ventilador mecânico, aspirador, oxímetro portátil e cilindro de oxigênio. “Nós conseguimos ofertar os melhores equipamentos, para que ela tenha qualidade de vida preservada”, afirma a fisioterapeuta Jessica Amanda Machado.
Entre um exercício e outro da fisioterapia respiratória, e mesmo traqueostomizada, Célia não deixou de enaltecer sua gratidão e carinho pelo acolhimento, que vai muito além dos cuidados paliativos. “É maravilhoso, é o suporte que eu precisava. Quando estou triste, elas sempre têm uma palavra de carinho e amor. Eu sou muito bem atendida”, disse.
Dignidade e qualidade de vida
O acesso ao serviço acontece por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que acompanham de perto a realidade de cada paciente. A partir dessa escuta e da avaliação de critérios específicos, as equipes identificam quem pode ser incluído no programa e organizam um plano de cuidados individualizado.
Além do atendimento direto ao paciente, o programa também orienta e capacita familiares e cuidadores, fortalecendo a rede de apoio e garantindo mais segurança na rotina de cuidados dentro de casa.