A primeira Copa do Mundo com 48 seleções começou de forma empolgante e pode registrar a maior média de gols em quase 70 anos. Na rodada de abertura, foram marcados 75 gols em 24 partidas, média de 3,12 por jogo. Mantido esse ritmo, o torneio superará as últimas edições e ficará próximo da marca histórica da Copa de 1958, que teve média de 3,6 gols por partida.
Metade dos jogos da primeira rodada terminou com três ou mais gols, reforçando o caráter ofensivo da competição. Além disso, seleções estreantes ou de menor tradição, como República Democrática do Congo, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão, marcaram seus primeiros gols na história dos Mundiais.
Apesar do elevado número de gols, o resultado mais frequente foi o empate por 1 a 1, ocorrido em seis partidas. O Brasil esteve entre os times que empataram, ao ficar no 1 a 1 com Marrocos. A seleção brasileira busca recuperação na próxima rodada contra o Haiti, considerado o pior colocado entre os participantes no ranking da Fifa.
A Alemanha foi a principal responsável pelo aumento da média de gols ao aplicar a maior goleada do torneio até agora: 7 a 1 sobre Curaçao. Com isso, lidera o ranking de ataques, seguida por Suécia (5 gols) e por Estados Unidos, Inglaterra e Noruega (4 gols cada). Já Curaçao tem a defesa mais vazada, com sete gols sofridos.
Entre as decepções da rodada está a Espanha. Apontada como uma das favoritas ao título, a equipe não conseguiu superar a forte marcação de Cabo Verde e ficou no empate sem gols, resultado que gerou preocupação entre torcedores e comissão técnica.
Na disputa pela artilharia, Lionel Messi largou na frente ao marcar três gols na vitória da Argentina, assumindo a liderança isolada. Logo atrás aparecem nomes como Kylian Mbappé, Harry Kane, Erling Haaland e Kai Havertz, todos com dois gols. Também se destacaram Elijah Just, Folarin Balogun e Yasin Ayari, que surpreenderam ao marcar duas vezes e prometem disputar espaço entre os principais goleadores do torneio.