Como garantir segurança alimentar antes, durante e após a ceia

Para muitos brasileiros, as festas de fim de ano são momentos de confraternização, mas também exigem atenção redobrada com a segurança dos alimentos. O aumento do preparo, o consumo prolongado, a exposição dos pratos à temperatura ambiente e a manipulação por várias pessoas elevam o risco de doenças de transmissão hídrica e alimentar (DTHAs), como salmonelose, botulismo e cólera, causadas por bactérias, vírus ou parasitas.

Entre os principais agentes estão a Salmonella ssp., comum em aves, ovos e carnes malcozidas, que provoca febre, diarreia, náuseas e dor abdominal; a Escherichia coli patogênica, presente em carnes moídas, alimentos malcozidos e verduras mal-higienizadas, responsável por diarreia e cólicas intensas; e a Bacillus cereus, encontrada em arroz, massas e molhos, cujos sintomas variam entre vômitos e diarreia. A Organização Mundial da Saúde estima que uma em cada dez pessoas adoeça ao consumir alimentos contaminados, resultando em cerca de 420 mil mortes por ano no mundo.

Para reduzir os riscos, os cuidados devem ocorrer antes, durante e após a ceia. Na compra, é fundamental verificar validade, integridade das embalagens, temperatura de armazenamento e a presença de selos de inspeção oficial, evitando produtos com sinais de descongelamento. No preparo, a higiene das mãos, utensílios e superfícies é essencial, assim como o controle da temperatura: alimentos quentes acima de 60°C e frios abaixo de 5°C. Carnes devem ser descongeladas sempre na geladeira, e alimentos crus precisam ser mantidos separados dos cozidos para evitar contaminação cruzada.

Frutas, verduras e legumes devem ser lavados em água corrente, higienizados em solução sanitizante e enxaguados com água potável. Durante a ceia, é importante limitar o tempo de exposição dos alimentos fora da temperatura segura. Após a refeição, as sobras devem ser refrigeradas em até duas horas, em recipientes limpos e porções menores.

Pratos como salpicão, maionese, cremes, ovos e aves recheadas exigem atenção especial e não devem ser consumidos se apresentarem alterações. Em geral, carnes, arroz, massas e legumes duram até três dias refrigerados; já preparações com maionese, ovos ou frango devem ser consumidas em até 24 horas. Etiquetar os recipientes ajuda a garantir o consumo seguro.

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