Como o uso do Mounjaro pode afetar adolescentes que buscam corpo perfeito

A Anvisa aprovou o uso do medicamento Mounjaro para crianças e adolescentes a partir de 10 anos com diabetes tipo 2, o que é considerado um avanço no tratamento. No entanto, especialistas alertam para os riscos do uso indiscriminado, especialmente fora da indicação médica, já que o remédio também promove emagrecimento e redução do apetite.

Segundo profissionais de saúde, o uso sem acompanhamento pode afetar organismos em desenvolvimento, trazendo impactos físicos e emocionais. Há preocupação de que adolescentes, influenciados por padrões estéticos e redes sociais, recorram ao medicamento de forma inadequada, aumentando o risco de distúrbios alimentares, como anorexia e bulimia.

Outro ponto crítico é o crescimento de um mercado irregular. Dados da própria Anvisa indicam um volume elevado e incompatível de importação da substância tirzepatida, além da apreensão de produtos irregulares e interdição de empresas. Parte significativa dos efeitos adversos registrados está ligada ao uso fora da recomendação médica.

Especialistas reforçam que, apesar dos riscos, o medicamento pode trazer benefícios importantes quando utilizado corretamente, sob orientação médica. O diabetes tipo 2 tem crescido entre jovens, impulsionado pelo aumento da obesidade, e pode causar complicações graves de forma mais rápida nessa faixa etária.

Diante desse cenário, a Anvisa firmou parcerias para promover o uso racional do medicamento e combater irregularidades, destacando a importância do acompanhamento profissional e da conscientização sobre os riscos do uso inadequado.

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