A compra de medicamentos pela internet oferece praticidade, mas ainda provoca desconfiança entre os consumidores. Uma pesquisa do Instituto QualiBest, encomendada pela Abrafarma, mostra que 69% dos entrevistados consideram a falsificação o principal risco desse tipo de compra.
O levantamento ouviu 2.024 pessoas responsáveis pela compra de medicamentos em suas casas. Outros 59% demonstraram preocupação com produtos vencidos ou armazenados de forma inadequada, enquanto 54% temem adquirir medicamentos sem registro na Anvisa.
A pesquisa também revela uma cobrança por maior responsabilidade das plataformas digitais. Para 85% dos entrevistados, marketplaces devem responder pela oferta de medicamentos falsificados, sem registro ou de procedência desconhecida. Já 82% defendem que a venda online esteja vinculada obrigatoriamente a uma farmácia ou drogaria autorizada. Para 71%, medicamentos não devem ser tratados como produtos comuns nas plataformas.
Apesar dos receios, as compras pela internet estão cada vez mais presentes na rotina. Segundo o levantamento, 48% dos participantes compraram medicamentos online nos últimos 12 meses. A entrega em casa é a principal vantagem, apontada por 72%, seguida pelo preço mais baixo, citado por 71%.
A confiança também pesa na decisão. Entre os entrevistados, 88% afirmam verificar se o site ou aplicativo é seguro antes da compra. A reputação da empresa é o principal critério, mencionada por 76%, seguida pelas avaliações de outros consumidores, com 71%.
Os resultados aparecem em meio às mudanças nas regras da Anvisa, que abriu caminho para a comercialização de medicamentos em aplicativos e marketplaces. A medida ainda depende de regulamentação específica.
O levantamento mostra que o consumidor busca a conveniência do ambiente digital, mas não abre mão de segurança, procedência e orientação profissional quando o assunto é medicamento.