O Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube rejeitou o balanço financeiro de 2025, último da gestão de Júlio Casares. A reprovação ocorreu por ampla maioria: 194 votos contrários, 34 favoráveis e quatro abstenções.
Apesar de o relatório apontar superávit de R$ 56,8 milhões, impulsionado por arrecadação recorde próxima de R$ 1 bilhão, o principal motivo da rejeição foi a falta de esclarecimentos sobre saques realizados na gestão.
Durante a apresentação, o diretor financeiro Sérgio Pimenta informou que foram identificados R$ 11 milhões em retiradas ligadas à presidência. Deste total, R$ 4 milhões têm justificativas detalhadas, como gastos com arbitragem e premiações.
Já R$ 6,95 milhões foram classificados como “fundo promocional da presidência”, sem documentação ou explicação clara sobre a destinação dos recursos, o que gerou questionamentos e pesou na decisão dos conselheiros.