Após casos recentes de abandono e negligência envolvendo crianças em Várzea Paulista, o Conselho Tutelar reforça o papel fundamental do órgão na proteção dos direitos de crianças e adolescentes. O trabalho, que envolve atendimento, escuta e acompanhamento das famílias, é realizado em parceria com as Unidades de Saúde, Educação, Assistência Social e Segurança Pública do município.
De acordo com a conselheira Elaine Rodrigues, o Conselho Tutelar atua sempre que há suspeita ou confirmação de violação de direitos. O processo começa a partir de uma denúncia, que pode ser feita por qualquer pessoa, de forma anônima, e segue com a apuração dos fatos.
“Assim que o Conselho é acionado, um conselheiro de plantão realiza a verificação da ocorrência. Dependendo da gravidade, pode ser feita uma visita imediata à residência da criança ou do adolescente. Nosso papel é proteger e orientar, garantindo que cada caso receba o encaminhamento correto junto às redes de apoio”, explica Elaine.
Segundo dados do Conselho, entre janeiro e novembro de 2025 já foram registrados 590 novos atendimentos no município, além dos reativados. As principais ocorrências estão relacionadas a conflitos familiares (145 casos), negligência (101) e evasão escolar (128 somando redes municipal e estadual). Outros registros incluem abuso sexual (37), agressões físicas (17) e abandono parcial ou total (14).
Esses números refletem a importância do trabalho contínuo de prevenção e conscientização realizado pelo órgão. A conselheira reforça que o objetivo principal não é a punição, mas sim a proteção integral das crianças e adolescentes.
“Muitas vezes conseguimos reverter situações de risco por meio do diálogo e do acompanhamento com as famílias. Nosso trabalho é orientar, acolher e garantir que os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente sejam respeitados”, destaca Elaine.
O Conselho Tutelar de Várzea Paulista reforça que qualquer cidadão pode e deve denunciar situações de negligência, violência, abandono, abuso ou qualquer forma de violação dos direitos da criança e do adolescente.
Canais de denúncia:
O Conselho reforça: “Proteger é dever de todos. Denunciar é um ato de cuidado e responsabilidade com o futuro das nossas crianças”, finalizou Elaine.