A queda nos preços de alimentos básicos e o aquecimento do mercado de trabalho impulsionaram o consumo das famílias brasileiras, que cresceu 3,68% em 2025, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Entre os principais itens com redução de preços no ano, o arroz liderou as quedas, com recuo acumulado de 26,55%. O leite longa vida ficou 12,87% mais barato e a batata teve redução de 13,65%. Em contrapartida, o café torrado e moído registrou alta expressiva de 35,64%.
As carnes e proteínas apresentaram aumentos considerados moderados em comparação a 2024, quando houve forte encarecimento. Os cortes dianteiros subiram 1,55%, os traseiros 1,3%, enquanto o pernil teve queda de 1,84%.
Após seis meses consecutivos de deflação, os preços dos alimentos voltaram a subir 0,27% em dezembro, conforme o IPCA. No acumulado de 2025, a inflação do grupo alimentação foi de 2,95%, abaixo da inflação geral do ano, que ficou em 4,26%.
Segundo a Abras, a melhora do consumo foi favorecida pelo aumento do rendimento real e da massa salarial, além da manutenção de programas de transferência de renda, como Bolsa Família e Auxílio Gás, e do pagamento de RPVs.
Em dezembro, o índice Abrasmercado apontou maior alta de preços na região Norte (1,36%), seguida por Nordeste (1,31%), Sudeste (1,2%) e Sul (0,44%). O Centro-Oeste foi a única região com queda, de 0,47%.
Para 2026, a entidade projeta estímulo adicional ao consumo com a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621.