Copa 2026 deve ter mais churrasco de frango, cerveja zero e refrigerante diet, diz estudo

A Copa do Mundo deve movimentar os supermercados neste ano, mas com consumidores mais cautelosos por causa do orçamento apertado. Segundo levantamento da Scanntech Brasil, as vendas no varejo alimentar costumam crescer cerca de 24% na véspera dos jogos do Brasil, impulsionadas pelo consumo em grupo e pelas reuniões entre amigos e familiares.

Apesar da expectativa positiva, os hábitos de compra mudaram. O tradicional churrasco bovino perdeu espaço para opções mais baratas, como espetinhos de frango e cortes suínos. A procura por petiscos preparados na air fryer também aumentou, além da venda de cervejas sem álcool e refrigerantes sem açúcar, refletindo novas tendências de consumo.

De acordo com a consultoria, o consumidor brasileiro busca fazer o dinheiro render mais, priorizando embalagens tamanho família e alternativas mais econômicas. Em 2025, o consumo de frango superou o de carne bovina, já que o preço da proteína avícola representa, em média, menos da metade do valor da carne vermelha.

Supermercados já se preparam para o aumento da demanda com reforço nos estoques e promoções de produtos ligados aos jogos, como bebidas, salgadinhos, pipoca e itens congelados. A expectativa do setor é ainda melhor do que na Copa do Catar, disputada no fim do ano, já que desta vez os jogos acontecerão em junho e julho, período mais tradicional para o torneio.

A Apas avalia que os horários noturnos das partidas devem estimular encontros em família e entre amigos, favorecendo o consumo. Além do setor alimentício, empresas de limpeza e outras categorias também aproveitarão o evento para lançar campanhas promocionais.

O mercado publicitário também deve ser fortemente impactado pela Copa. Segundo estimativas do Cenp, os investimentos em campanhas ligadas ao mundial podem chegar a R$ 5,5 bilhões, equivalente a cerca de 20% de toda a verba publicitária movimentada no país em 2025.

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