Corinthians e Caixa firmam acordo de confidencialidade para renegociar dívida da arena

O Corinthians e a Caixa Econômica Federal assinaram, na sexta-feira (16), um termo de confidencialidade para avançar nas negociações sobre a dívida da construção da Neo Química Arena, estádio do clube localizado em Itaquera, na zona leste de São Paulo.

O encontro contou com a participação do presidente corintiano, Osmar Stabile, do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e de representantes da torcida organizada Gaviões da Fiel.

Antes da campanha de arrecadação promovida pela torcida, o valor principal da dívida com o banco era de R$ 688 milhões, sem considerar reajustes. A iniciativa já contribuiu para reduzir aproximadamente R$ 30 milhões desse montante.

Com a assinatura do documento, as partes poderão compartilhar informações sigilosas para avaliar alternativas ao financiamento do estádio.

Entre as possibilidades em discussão, segundo reportagem do UOL, estão a suspensão temporária de uma obrigação de cerca de R$ 30 milhões relacionada ao fundo de reserva do financiamento e a possibilidade de a Caixa assumir os direitos de nome (naming rights) da arena.

A dívida total do Corinthians chega a R$ 2,8 bilhões. Stabile, que não participará da eleição presidencial do clube marcada para 28 de novembro, afirmou que sua prioridade é avançar na reorganização financeira, com atenção especial às tratativas com a instituição bancária.

A construção do estádio começou em 2011, com recursos provenientes de empréstimos bancários e certificados de incentivo ao desenvolvimento. Em 2013, o Corinthians firmou contrato de financiamento com a Caixa, utilizando uma operação vinculada a recursos do BNDES destinados à construção de estádios para a Copa do Mundo de 2014.

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