Defesa de Vorcaro aponta possíveis alterações em celular apreendido e questiona provas da investigação

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (29), uma perícia preliminar que aponta possíveis modificações em seu celular após a apreensão do aparelho, em novembro de 2025.

Segundo os advogados, o levantamento identificou 33 ativações da câmera frontal e três conexões pela entrada USB enquanto o telefone estava sob custódia do Estado. A perícia também teria encontrado centenas de arquivos criados ou modificados após a apreensão.

A defesa afirma que os registros levantam dúvidas sobre a integridade dos dados utilizados pela Polícia Federal nas investigações e questiona quem teve acesso ao aparelho e em quais circunstâncias.

Os advogados pediram ao STF a preservação dos dados originais da extração, dos registros técnicos, dos valores de hash e de toda a documentação referente à cadeia de custódia do celular. Também solicitaram acesso aos documentos para uma análise mais aprofundada.

Na petição, a defesa argumenta que as supostas irregularidades justificariam a revisão da prisão de Vorcaro, alegando que ele não deveria permanecer detido enquanto não houver esclarecimentos sobre a integridade das provas.

O celular é considerado uma das principais fontes de evidências da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas envolvendo o Banco Master.

A Polícia Federal concluiu, na quarta-feira (28), o primeiro inquérito sobre o caso e indiciou Vorcaro e outras 14 pessoas por suspeitas de crimes financeiros relacionados à venda de carteiras de crédito ao BRB (Banco de Brasília).

Entre os crimes atribuídos ao ex-banqueiro estão gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, fraude à fiscalização e participação em organização criminosa.

A assessoria da Polícia Federal foi procurada sobre as acusações da defesa, mas não quis se manifestar.

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Email