Denúncia do golpe: como foi o 1º dia do julgamento de Bolsonaro e mais 7

O primeiro dia do julgamento da denúncia de tentativa de golpe, que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete acusados, transcorreu com foco nas etapas iniciais do processo, sem adentrar no mérito da acusação. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) adiou para esta quarta-feira (26) a decisão sobre tornar os oito réus, o que daria início a uma ação penal contra eles.

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A sessão desta terça-feira foi marcada pela leitura da denúncia, na qual o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, destacou uma série de ataques à democracia. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou a argumentação da Procuradoria-Geral da República (PGR), autora da denúncia. As defesas dos acusados, incluindo Bolsonaro, também tiveram a oportunidade de apresentar seus argumentos.

Na segunda parte da sessão, as defesas questionaram a competência do STF e da Primeira Turma para julgar a denúncia, além de solicitar a nulidade do acordo de colaboração premiada de Mauro Cid e outros pedidos de nulidade. A maioria dos ministros da Primeira Turma rejeitou os questionamentos, com exceção de Luiz Fux, que defendeu que a denúncia deveria ser julgada no plenário do STF.

Para esta quarta-feira (26), está prevista a análise do mérito da denúncia por Moraes, seguida da votação dos demais ministros da Primeira Turma. O colegiado decidirá se o caso deve prosseguir e se os acusados se tornarão réus, respondendo a um processo penal na Corte.

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