Descoberta de professor e aluna de Odontologia UNIFACCAMP oferece nova esperança a crianças com sequelas do Zika Vírus

Os pesquisadores da UNIFACCAMP, o professor doutor Eduardo Caldeira e a aluna de Odontologia Isabella Gouveia, publicaram neste semestre um estudo inédito que abre novas perspectivas no tratamento de deformidades craniofaciais em crianças expostas ao vírus Zika. O trabalho, intitulado “Therapies and Deformities in Craniofacial Development in Patients Exposed to the Zika Virus”, foi desenvolvido em parceria com o Hospital Universitário de Jundiaí e o Hospital de Clínicas de Campo Limpo Paulista, instituições que forneceram dados clínicos e análises fundamentais para a consolidação do trabalho acadêmico.

“Este artigo representa um avanço significativo na odontologia pediátrica”, explica o professor Caldeira, que além de orientador da pesquisa, é coordenador do Curso de Odontologia da UNIFACCAMP e responsável pelo Serviço de Cirurgia Maxilofacial do Hospital de Clínicas de Campo Limpo Paulista.

Protocolos inovadores

O estudo propõe novos protocolos clínicos para auxiliar no tratamento de deformidades craniofaciais em pacientes pediátricos afetados ou não pelo vírus Zika. A pesquisa se baseou em dados coletados no ambulatório especializado em Zika Vírus do Hospital Universitário de Jundiaí, em que pesquisadores, professores e doutorandos realizaram os atendimentos aos pacientes.

O trabalho foi publicado na FT Revista, periódico classificado com Qualis CAPES B, considerado de excelência para o nível de graduação. A publicação está registrada internacionalmente no CrossRef DOI, garantindo visibilidade e credibilidade científica em bases de dados internacionais.

Para Isabella Gouveia, participar de uma pesquisa dessa envergadura durante a graduação representa uma ótima oportunidade de contribuir para o avanço da ciência. “Trabalhar com o professor Caldeira em um tema tão relevante nos permitiu desenvolver soluções práticas que podem beneficiar muitas crianças”, comenta a aluna.

Impacto na comunidade

A síndrome congênita do Zika emergiu entre 2015 e 2016 como uma das maiores crises de saúde pública do país. Transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, a infecção se associou rapidamente ao aumento de casos de microcefalia e outros quadros neurológicos graves, especialmente em estados do Nordeste como Pernambuco e Paraíba. Milhares de crianças brasileiras carregam as sequelas da doença, apresentando deformidades faciais que impactam não apenas a saúde física, mas também o bem-estar psicossocial. Nesse contexto, estudos que propõem novos protocolos terapêuticos ganham importância estratégica. O artigo está disponível aqui.

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