A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas prendeu 25 pessoas em flagrante por envolvimento em um esquema de produção clandestina e falsificação de marcas de cigarros paraguaios. A operação, coordenada pelo delegado Marcel Fehr, apreendeu 22 toneladas de fumo, 9 mil maços de cigarros e maquinários usados na falsificação, além de identificar que Jundiaí estava entre os destinos da distribuição ilegal.
A ação foi um desdobramento de uma prisão ocorrida em outubro de 2024, em Jaguariúna, e revelou cinco imóveis utilizados pelo grupo criminoso — incluindo uma fábrica em Americana e dois entrepostos em Amparo. Ao todo, 30 policiais participaram da operação.
Na fábrica em Americana, 21 pessoas foram presas, sendo 18 paraguaios. Parte delas estava alojada em um mezanino do galpão. Outros quatro suspeitos foram detidos em Amparo. A estrutura contava com linha de produção completa, incluindo máquinas de prensagem, veículos de transporte, toneladas de materiais e embalagens com marcas proibidas no Brasil.
Segundo o delegado Fehr, os cigarros falsificados eram vendidos a estabelecimentos comerciais de diversas cidades do interior paulista, incluindo Campinas, Jundiaí e região. “A distribuição alcançava todo o interior do estado”, afirmou.
Todos os detidos vão responder por crimes contra as relações de consumo e por participação em organização criminosa. As investigações continuam para identificar os líderes do esquema.