Eduardo Bolsonaro falta a interrogatório na ação do STF em que é réu sob suspeita de coação à Justiça

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não compareceu ao interrogatório marcado para esta terça-feira (14) no Supremo Tribunal Federal, no inquérito em que é acusado de coação à Justiça. O depoimento ocorreria por videoconferência, mas sua ausência não gera punições nem interfere no andamento do processo, já que o interrogatório é um direito da defesa, não uma obrigação.

Mesmo podendo ser utilizado como estratégia defensiva, o interrogatório também pode servir à acusação na produção de provas. Com a ausência, o caso segue normalmente para a fase de alegações finais e, posteriormente, julgamento. O relator é o ministro Alexandre de Moraes.

Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República em setembro de 2025 por coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Segundo a acusação, ambos teriam atuado nos Estados Unidos para pressionar ministros do STF, buscando evitar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de Figueiredo em investigações ligadas à chamada trama golpista.

A denúncia aponta que os dois teriam articulado sanções internacionais contra autoridades brasileiras e até medidas econômicas contra o país como forma de intimidação. Em novembro de 2025, a Primeira Turma do STF aceitou a denúncia por unanimidade, com base em indícios apresentados pela PGR sobre a atuação de Eduardo no exterior.

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