Eduardo Bolsonaro pede que Trump volte a sancionar Moraes após condenação no STF

Condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) divulgou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (17) pedindo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que restabeleça sanções contra o ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, mecanismo que prevê restrições financeiras e de entrada em território americano.

Falando em inglês, Eduardo voltou a chamar Moraes de “ditador” e afirmou ser vítima de perseguição política. Segundo ele, o ministro que o acusa é o mesmo responsável por julgá-lo. O ex-parlamentar também alegou que autoridades brasileiras estariam violando direitos humanos e afirmou que, em uma eventual volta da esquerda ao poder nos Estados Unidos, Trump e seus aliados também poderiam ser alvo de perseguições.

Moraes e sua esposa, a advogada Viviane de Barci, haviam sido retirados da lista de sancionados pelo governo americano em dezembro de 2025. Mesmo assim, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro seguem defendendo a retomada das punições.

A condenação de Eduardo foi determinada pelo STF por sua atuação nos Estados Unidos, considerada uma tentativa de pressionar o Judiciário brasileiro e impedir uma eventual condenação de Jair Bolsonaro. Apesar da decisão, ele disse estar “muito orgulhoso” de sua atuação no exterior e afirmou que não pretende interromper suas ações.

Morando em Dallas, no Texas, desde fevereiro do ano passado, Eduardo criticou a forma como foi notificado pela Justiça brasileira e declarou não reconhecer a validade do processo. Ele argumenta que poderia ter sido localizado facilmente pelas autoridades, já que seu endereço seria conhecido inclusive por jornalistas brasileiros.

O ex-deputado também citou os casos da ex-deputada Carla Zambelli e do blogueiro Oswaldo Eustáquio Filho, cujas extradições foram negadas pela Itália e pela Espanha, respectivamente, para reforçar suas críticas às decisões do ministro Alexandre de Moraes.

Ao final, Eduardo defendeu uma eventual candidatura de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República, afirmando que, caso ele seja eleito, tanto Jair Bolsonaro quanto o próprio Eduardo poderiam ser beneficiados por uma anistia.

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