A disputa presidencial de 2026 tem levado Lula e Flávio Bolsonaro a enfrentar desafios para montar palanques estaduais nos maiores colégios eleitorais do país. Em São Paulo, Flávio conta com apoio formal do governador Tarcísio de Freitas, além de Guilherme Derrite e André do Prado para o Senado. Contudo, Tarcísio mantém distância estratégica da pré-campanha após as controvérsias envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro.
Em Minas Gerais, segundo maior eleitorado do Brasil, o cenário é indefinido para ambos os lados. Lula perdeu seu principal nome após Rodrigo Pacheco desistir da candidatura e anunciar saída da vida pública. Entre as alternativas aparecem Josué Gomes, Gabriel Azevedo, Alexandre Kalil e Marília Campos. Já Flávio enfrenta a concorrência política de Romeu Zema, que busca protagonismo nacional. O senador Cleitinho lidera pesquisas estaduais, enquanto Nikolas Ferreira é visto como principal cabo eleitoral bolsonarista.
No Rio de Janeiro, Flávio enfrenta dificuldades após a desistência de Cláudio Castro de disputar o Senado em meio a investigações. O PL avalia nomes como Sóstenes Cavalcante, Carlos Jordy e Carlos Portinho. Lula, por sua vez, tem palanque consolidado com Eduardo Paes ao governo e Benedita da Silva ao Senado.
Na Bahia, tradicional reduto petista, Lula terá chapa formada por Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner e Rui Costa. Flávio depende da aliança com ACM Neto, que evita declarar apoio explícito ao senador e tem sinalizado proximidade com outros presidenciáveis.
No Paraná, Flávio apresenta um dos palanques mais fortes, com Sergio Moro candidato ao governo, Deltan Dallagnol e Filipe Barros ao Senado. Lula aposta em Roberto Requião Filho e Gleisi Hoffmann, buscando crescer em meio à divisão da direita local.
No Rio Grande do Sul, ambos possuem estruturas definidas. Lula apoiará Juliana Brizola ao governo, com Edegar Pretto como vice. Flávio terá Luciano Zucco ao governo e Marcel Van Hattem e Sanderson ao Senado.
Em Pernambuco, Lula tenta reunir apoio de João Campos e da governadora Raquel Lyra para ampliar seu alcance eleitoral. Já Flávio encontra dificuldades para formar um palanque competitivo, tendo Mendonça Filho como principal aliado.
No Ceará, Lula conta com o governador Elmano de Freitas, Cid Gomes e Eunício Oliveira. Flávio enfrenta divisões internas após o PL local apoiar Ciro Gomes ao governo, provocando reações de lideranças bolsonaristas como Michelle Bolsonaro e Eduardo Girão.
O panorama mostra que Lula possui palanques mais consolidados no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro apresenta força maior em estados do Sul e parte do Sudeste. Minas Gerais e Rio de Janeiro surgem como estados estratégicos e ainda marcados por incertezas políticas, podendo influenciar decisivamente a corrida presidencial de 2026.