A situação do Hospital de Clínicas de Campo Limpo Paulista preocupa profissionais da saúde e pacientes. Os trabalhadores estão cumprindo aviso prévio até o dia 2 de junho, e o Grupo Mandic, atual gestor da unidade, tem até 10 de junho para quitar os direitos trabalhistas. O futuro da unidade hospitalar é incerto, gerando medo de desassistência.
A presidente do Sinsaúde de Jundiaí e Região, Beatriz Lúcia de Castro, busca uma reunião urgente com o prefeito Adeildo Nogueira para cobrar posicionamento e garantir os direitos dos trabalhadores. Segundo ela, há denúncias de abandono e descaso por parte da administração municipal.
A prefeitura chegou a abrir uma licitação para contratar uma nova organização para gerir o hospital, mas o processo foi suspenso pela Justiça após denúncias de irregularidades encaminhadas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Agora, a gestão municipal tenta reverter a decisão e obter autorização para contratar emergencialmente uma nova entidade — já que o Grupo Mandic está impedido de continuar e o contrato não pode ser prorrogado.
Enquanto isso, funcionários vivem sob tensão, e pacientes temem ficar sem atendimento médico. “É inadmissível tratar a saúde pública com tanto descaso”, desabafou uma funcionária que preferiu não se identificar.
A crise expõe a fragilidade da gestão da saúde no município e gera insegurança tanto para os profissionais quanto para a população que depende da unidade para atendimento médico essencial.