Crise sanitária atinge Ypê em meio a avanço sobre concorrentes

A Química Amparo, dona da marca Ypê, enfrenta uma crise após a Anvisa determinar o recolhimento de lotes de detergentes, lava-roupas e desinfetantes por risco de contaminação microbiológica. A empresa, que faturou cerca de R$ 10 bilhões em 2025, é a segunda maior do setor de limpeza doméstica no Brasil, atrás apenas da Unilever.

A Anvisa apontou falhas graves em etapas do processo produtivo na fábrica de Amparo (SP), incluindo problemas de garantia e controle de qualidade, que poderiam causar irritações e doenças nos consumidores. A Ypê recorreu da decisão e conseguiu suspender temporariamente a proibição de produção e venda até novo julgamento da agência, mas a Anvisa continua recomendando que os produtos afetados não sejam utilizados.

Consumidores relataram dificuldades para contato com o SAC da empresa e casos de irritação nas mãos após o uso dos produtos. Especialistas afirmam que a marca precisará agir rapidamente, com comunicação transparente e atendimento eficiente, para evitar danos duradouros à reputação.

O caso não é isolado. Em 2025, a Anvisa já havia determinado o recolhimento de lotes de lava-roupas da empresa devido à bactéria Pseudomonas aeruginosa. Segundo especialistas, a contaminação atual pode ter origem na água utilizada na fabricação, captada de rios ou poços, exigindo tratamentos rigorosos como desinfecção por luz ultravioleta.

Fundada em 1950 e controlada pela família Beira, a Química Amparo é a principal fabricante brasileira em um mercado dominado por multinacionais como Unilever, Procter & Gamble e Reckitt. A companhia cresceu oferecendo produtos mais baratos para as classes B e C e ampliou participação no mercado com marcas como Tixan Ypê, Assolan e Perfex.

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