O Partido Democrata conquistou a maioria nas duas Casas do Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato realizadas nesta terça-feira (3). O resultado representa uma derrota significativa para o presidente Donald Trump e deve alterar o equilíbrio de forças políticas no país até o fim de seu mandato.
Com a apuração ainda em andamento, os democratas haviam conquistado 228 das 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, contra 139 dos republicanos. No Senado, a oposição garantiu pelo menos 54 das 100 vagas.
A vitória surpreendeu até os democratas mais otimistas e alcançou estados tradicionalmente republicanos. No Texas, James Talarico venceu a disputa contra o republicano Ken Paxton. Em Ohio, Iowa, Kansas e Carolina do Sul, candidatos democratas também conseguiram importantes vitórias.
Na Carolina do Norte, o ex-governador Roy Cooper derrotou Michael Whatley, candidato apoiado por Trump. Já em New Hampshire, Chris Pappas venceu John Sununu e se tornou o primeiro homem abertamente gay a integrar o Senado americano.
Diante da derrota, Trump afirmou estar disposto a aceitar os resultados e declarou que pretende trabalhar com os democratas. Antes, porém, o presidente havia publicado nas redes sociais que os republicanos teriam vencido com ampla vantagem caso seu nome estivesse nas cédulas.
A insatisfação dos eleitores com o custo de vida, a alta dos combustíveis e a guerra contra o Irã esteve entre os principais fatores que influenciaram a votação. A popularidade de Trump também está próxima dos piores índices de seu governo.
As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, acontecem na metade do mandato presidencial e renovam parte do Congresso americano. O resultado representa uma mudança importante na composição do Legislativo e pode dificultar a aprovação das propostas do governo Trump.