Em evento com empresárias, Flávio Bolsonaro diz que Lula parece 'chefe do PCC'

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou, nesta segunda-feira (8), a posição do governo federal contrária à decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Durante um almoço promovido pelo Grupo Voto, entidade formada por mulheres empresárias, no Hotel Palácio Tangará, em São Paulo, o parlamentar afirmou que a medida representa uma oportunidade para fortalecer o combate ao crime organizado. Em seu discurso, Flávio também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), associando a posição do governo à tolerância com organizações criminosas.

A segurança pública foi um dos principais temas abordados pelo senador. Ele atribuiu o aumento da sensação de insegurança à política de desencarceramento que, segundo ele, teria sido adotada por governos petistas. Flávio defendeu mudanças nas regras de cumprimento de penas para que condenados por crimes violentos permaneçam presos por mais tempo.

“O combate à impunidade precisa ser prioridade. A população convive diariamente com o medo da violência, especialmente aqueles que não têm condições de investir em medidas adicionais de proteção”, afirmou.

O senador também criticou o controle territorial exercido por facções criminosas em diversas regiões do país, citando o PCC e o Comando Vermelho.

Por outro lado, o governo federal argumenta que a classificação dessas organizações como grupos terroristas pode abrir precedentes para ações externas que afetem a soberania nacional. Em resposta às declarações e à viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para reuniões com autoridades americanas, o presidente Lula fez críticas ao senador.

Na área econômica, Flávio Bolsonaro afirmou que, caso eleito presidente, pretende adiar por pelo menos um ano a implementação da reforma tributária, prevista para entrar em vigor em 2027. Ele também declarou apoio à privatização dos Correios, mas evitou comentar possíveis nomes para comandar o Ministério da Fazenda em um eventual governo.

O evento reuniu cerca de 180 participantes, em sua maioria mulheres empresárias. Segundo o Grupo Voto, outros governadores e pré-candidatos, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), também participarão de encontros semelhantes em datas futuras. O presidente Lula igualmente recebeu convite da organização.

Ao final do evento, Flávio Bolsonaro não concedeu entrevistas à imprensa e evitou comentar tanto o caso Master quanto a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a retirada do ar de uma pesquisa Atlas/Bloomberg relacionada a cenários eleitorais.

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Email