O programa Desenrola 2.0, lançado pelo governo federal nesta semana, começou com lentidão nos bancos por causa de atrasos na liberação do Fundo de Garantia de Operações (FGO). A expectativa das instituições financeiras é que as renegociações sejam normalizadas a partir desta quinta-feira (7).
Podem participar pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e dívidas de até R$ 15 mil feitas até 31 de janeiro, com atraso entre 90 dias e dois anos. As renegociações incluem descontos de 30% a 90% e juros máximos de 1,99% ao mês.
Apesar da grande procura inicial, o Banco do Brasil realizou apenas 1.807 renegociações até agora, somando cerca de R$ 3 milhões. Já fora das regras do Desenrola, o banco fechou mais de 10 mil acordos, totalizando R$ 94,8 milhões.
Além das dívidas pessoais, o programa também contempla estudantes inadimplentes do Fies, micro e pequenas empresas e produtores rurais.
No Desenrola Fies, estudantes com atraso superior a 360 dias podem obter descontos de até 99% da dívida, dependendo da situação no CadÚnico. Para atrasos menores, há perdão de juros e multas e possibilidade de parcelamento em até 150 vezes.
Já o Desenrola Empresas ampliou prazos e limites de crédito. Microempresas poderão financiar até R$ 180 mil, com carência de até 24 meses e pagamento em até 96 parcelas. Empresas comandadas por mulheres terão condições ainda melhores.
O Desenrola Rural foi prorrogado até dezembro de 2026 e deve beneficiar cerca de 1,3 milhão de agricultores familiares com renegociação de dívidas antigas.