Dirigentes da FIFA foram surpreendidos neste sábado (28), durante reunião da International Football Association Board (Ifab), em Cardiff, no País de Gales, pela escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Diante da tensão, a entidade criou um gabinete de crise para monitorar possíveis impactos na Copa do Mundo de 2026.
O Mundial será sediado por Estados Unidos, México e Canadá, e tem o Irã entre as seleções classificadas. Em pronunciamento à TV estatal iraniana, o presidente da federação do país, Mehdi Taj, considerou “improvável” a participação iraniana após os ataques.
A presença do Irã já enfrentava controvérsias por causa das restrições migratórias impostas pelo governo de Donald Trump, que desde 2025 proíbe a entrada de cidadãos iranianos nos EUA, com exceções para eventos esportivos.
As três partidas do Irã na fase de grupos estão previstas para território americano: contra Nova Zelândia e Bélgica, em Los Angeles, e diante do Egito, em Seattle. A Fifa informou que acompanha a situação e mantém diálogo com os governos dos países-sede para garantir a segurança, mas considera prematuro avaliar impactos concretos.
Até o momento, não há anúncios oficiais de boicotes. A Federação do Qatar, porém, suspendeu competições nacionais por tempo indeterminado, o que também gera incerteza sobre a Finalíssima entre Argentina e Espanha, prevista para março no país.
A escalada também afeta a Fórmula 1, que monitora a situação no Golfo. O GP do Bahrein e o da Arábia Saudita seguem mantidos, mas testes da Pirelli foram cancelados por segurança.
A crise ocorre em meio à aproximação entre o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e o governo americano, reforçando o peso político do cenário internacional às vésperas do Mundial.