As escolas cívico-militares do governo de São Paulo começam a funcionar nesta segunda-feira (2) em 100 unidades da rede estadual, sem a entrega de uniformes aos alunos. Segundo a Secretaria da Educação, o pregão para a compra das peças ainda está em finalização, após problemas técnicos na licitação iniciada em abril de 2025.
O programa, promessa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), deveria ter começado no ano letivo passado, mas foi adiado por decisões judiciais. Nesta etapa inicial, 208 policiais militares aposentados foram contratados para atuar nas escolas, atendendo cerca de 53 mil estudantes — aproximadamente 1,5% dos alunos da rede estadual.
Diante da ausência dos uniformes, algumas escolas passaram a orientar as famílias sobre o vestuário permitido. Em Osasco, por exemplo, uma unidade informou que não aceitará calças jeans, exigindo calças pretas e camiseta cinza.
A licitação prevê investimento de R$ 57,6 milhões para a compra de 1,2 milhão de peças, incluindo camisetas, calças, casacos e bermudas nas cores azul e branco. A secretaria informou que quatro modelos de camisetas foram retirados do processo por não atenderem às especificações do edital.
O uso do uniforme é obrigatório nas escolas que aderiram ao programa, que também impõe regras como cabelo preso para meninas, corte curto para meninos e proibição de bonés, piercings e roupas curtas.
A implementação do modelo terá custo adicional de R$ 17 milhões por ano, destinados ao pagamento dos militares aposentados, que receberão diárias de R$ 301,70 — valor que pode chegar a cerca de R$ 6 mil mensais. O complemento salarial é superior ao piso dos professores da rede estadual, fixado em R$ 5.565.