A Secretaria Estadual da Saúde confirmou nesta quinta-feira (16) a primeira morte por febre amarela em São Paulo neste ano. A vítima é um homem de 38 anos, morador de Cunha, no Vale do Paraíba.
Na mesma região, em Cruzeiro, outros dois casos foram registrados: uma mulher de 23 anos e um homem de 52 anos, que conseguiram se recuperar da doença. Nenhum dos três havia se vacinado.
A vacinação é a única forma de prevenção contra a febre amarela e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A recomendação é que pessoas que pretendem viajar para áreas de risco ou regiões de mata se imunizem com pelo menos dez dias de antecedência.
Todo o estado de São Paulo é considerado área endêmica para a doença, que tem ciclo silvestre e é transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Os macacos não transmitem a febre amarela — eles também são vítimas do vírus.
O esquema vacinal varia conforme a idade. Crianças menores de cinco anos devem receber duas doses, enquanto pessoas de 5 a 59 anos precisam de apenas uma dose ao longo da vida. Já idosos devem passar por avaliação médica antes da vacinação.
Quem recebeu dose fracionada em 2018 deve procurar a revacinação em 2026, conforme orientação baseada em estudos da Fiocruz.
Em 2025, o estado registrou 57 casos da doença e 35 mortes.